Shiatsu, Massagem Sueca e Tailandesa: Entenda as Diferenças
TÉCNICAS & MODALIDADES · LEITURA: 13 MINUTOS
Por Vital Spa · Revisado por especialistas em massoterapia · Março de 2026
80+ tipos de massagem catalogados mundialmente pela World Massage Federation | 5.000 anos de história do toque terapêutico — do Ayurveda indiano à medicina ocidental | 1 pergunta que mais recebemos: "qual massagem é melhor para o meu caso?" |

Se você já tentou pesquisar "qual tipo de massagem fazer", provavelmente encontrou dezenas de opções — shiatsu, sueca, tailandesa, ayurvédica, reflexologia, deep tissue, hot stones — e saiu mais confuso do que entrou.
A confusão é compreensível. Cada técnica tem sua própria filosofia, linguagem e conjunto de promessas. E a maioria dos conteúdos disponíveis sobre o tema foi escrita para vender um serviço específico, não para ajudá-lo a entender o que cada coisa realmente faz.
Este artigo faz o oposto. Aqui você vai encontrar uma explicação honesta, precisa e baseada em evidências sobre as três técnicas mais populares no Brasil — shiatsu, massagem sueca e massagem tailandesa — mais a massagem terapêutica, que é o que praticamos na Vital Spa. Sem hierarquia artificial, sem venda disfarçada de comparação. Apenas informação para você tomar uma decisão bem informada.
SEÇÃO 1 Shiatsu Origem japonesa, pressão em pontos e a filosofia do Ki |
🇯🇵 SHIATSU Japão — século XX | Raízes na medicina tradicional chinesa |
Significado: "Shi" = dedo, "Atsu" = pressão — pressão com os dedos |
Origem: Japão, início do séc. XX. Sistematizado por Tokujiro Namikoshi e Shizuto Masunaga |
Filosofia: Baseia-se no conceito de Ki (energia vital) que flui por meridianos — os mesmos da acupuntura. A doença ou desconforto resulta de bloqueios nesse fluxo |
Posição: Cliente vestido com roupas confortáveis, deitado no chão em tatame ou em maca |
Técnica: Pressão sustentada com polegares, palmas, cotovelos e joelhos em pontos específicos (tsubos) ao longo dos meridianos |
Duração típica: 60 a 90 minutos |
Necessita óleo? Não |
Como o shiatsu funciona — o que a ciência encontrou
A filosofia dos meridianos e do Ki não tem equivalente direto na anatomia ocidental — não é possível identificar meridianos em exames de imagem ou dissecções. Isso levou muitos pesquisadores a descartar o shiatsu como pseudociência. A realidade é mais nuançada.
Estudos que analisaram os efeitos fisiológicos do shiatsu — sem assumir ou negar a validade do modelo energético — encontraram resultados interessantes: redução de cortisol salivar, diminuição da pressão arterial, melhora de parâmetros de sono e redução de sintomas em pacientes com ansiedade e lombalgia crônica.
🔬 O Que a Pesquisa Mostra sobre Shiatsu |
Uma revisão sistemática publicada no Journal of Alternative and Complementary Medicine (2011) analisou 9 ensaios clínicos sobre shiatsu. Os achados mais consistentes foram: redução de dor em condições musculoesqueléticas, melhora de sono e redução de ansiedade. Os autores concluíram que as evidências são promissoras, mas a qualidade metodológica dos estudos é variável — limitando afirmações mais robustas. A hipótese mais aceita para os efeitos documentados é que a pressão nos pontos de shiatsu estimula mecanorreceptores cutâneos e musculares que ativam o sistema nervoso parassimpático — o mesmo mecanismo pelo qual a massagem convencional produz relaxamento. Os meridianos, nessa leitura, seriam um mapeamento empírico de regiões com alta concentração desses receptores, desenvolvido ao longo de milênios de observação clínica. Long, L. et al. (2011). Shiatsu: a systematic review of research. Journal of Alternative and Complementary Medicine, 17(2), 129-137. |
Para quem o shiatsu é mais indicado
Estresse e ansiedade leves a moderados: a pressão sustentada em pontos específicos produz relaxamento profundo do sistema nervoso
Distúrbios digestivos funcionais: alguns pontos do meridiano do estômago e intestino têm efeito documentado sobre a motilidade intestinal
Clientes que preferem ficar vestidos: o shiatsu não requer despir-se, o que o torna mais acessível para quem tem restrições culturais ou de pudor
Cefaleia tensional recorrente: trabalho no meridiano da vesícula biliar e nos pontos suboccipitais produz alívio documentado em estudos
Insônia de origem energética ou emocional: especialmente quando associada a padrões de pensamento acelerado ao deitar
SEÇÃO 2 Massagem Sueca A técnica ocidental mais estudada do mundo |
MASSAGEM SUECA Europa — século XIX | Sistematizada por Per Henrik Ling |
Origem: Suécia / Europa, século XIX. Desenvolvida por Per Henrik Ling (1776–1839), professor de ginástica sueco |
Filosofia: Baseia-se inteiramente na anatomia e fisiologia ocidental. Sem conceitos energéticos — o efeito é explicado por mecanismos circulatórios, neurológicos e musculoesqueléticos |
Posição: Cliente desnudo sob lençol, deitado em maca. Apenas a região sendo trabalhada fica descoberta |
Técnica: Cinco movimentos clássicos — effleurage (deslizamento), pétrissage (amassamento), fricção, tapotement (percussão) e vibração — em direção ao coração |
Duração típica: 60 a 90 minutos |
Necessita óleo? Sim — óleo ou creme de massagem |
Como a massagem sueca funciona
A massagem sueca é a técnica com maior volume de pesquisa científica de todas as modalidades de massagem. É o protocolo utilizado no Touch Research Institute da Universidade de Miami — responsável por mais de 100 estudos clínicos. Quando a literatura científica fala em "massagem" de forma genérica, na maioria dos casos está se referindo a variações da técnica sueca.
Seus efeitos sobre cortisol (-31%), serotonina (+28%), dopamina (+31%), pressão arterial, qualidade do sono, imunidade e percepção de dor são os mais documentados de qualquer técnica manual de saúde.
Os cinco movimentos clássicos e suas funções
Effleurage (deslizamento): movimentos longos e contínuos sobre a superfície muscular. Aquece os tecidos, aumenta a circulação superficial, inicia o relaxamento do sistema nervoso. O movimento de entrada e saída de toda sessão sueca.
Pétrissage (amassamento): compressão e liberação rítmica do tecido muscular. Aumenta circulação profunda, mobiliza aderências superficiais, libera tensão acumulada em músculos volumosos como glúteos, trapézios e panturrilhas.
Fricção: pressão circular profunda com pontas dos dedos ou polegar. Trabalha aderências, nódulos de tensão e pontos-gatilho. O movimento mais "clínico" da técnica sueca.
Tapotement (percussão): golpes rítmicos alternados com bordas da mão, punho, pontas dos dedos. Estimulante — aumenta o fluxo sanguíneo local, ativa receptores musculares. Pouco usado em sessões com foco em relaxamento.
Vibração: tremor ou agitação do tecido. Produz relaxamento reflexo das fibras musculares — especialmente eficaz na musculatura profunda que o deslizamento não alcança.
Para quem a massagem sueca é mais indicada
Tensão muscular generalizada: a combinação de effleurage + pétrissage resolve a maioria dos casos de tensão não específica
Iniciantes em massagem terapêutica: a sueca é geralmente a introdução ideal — progressão de leve a profundo conforme a tolerância
Recuperação pós-exercício: os movimentos de drenagem e mobilização muscular aceleram a remoção de lactato e a recuperação de micro-lesões
Clientes que buscam relaxamento com benefício fisiológico documentado: a melhor escolha quando "quero relaxar de verdade" é o objetivo principal
SEÇÃO 3 Massagem Tailandesa Dois mil anos de yoga aplicado ao corpo do outro |
🇹🇭 MASSAGEM TAILANDESA Tailândia | Raízes no Ayurveda indiano e medicina budista |
Origem: Tailândia, com raízes no Ayurveda indiano. Atribuída ao médico Jivaka Kumar Bhaccha, contemporâneo de Buda (séc. II a.C.). Preservada nos templos budistas tailandeses |
Filosofia: Trabalha as Sen — 72.000 linhas de energia que percorrem o corpo. Liberando bloqueios nas Sen, restabelece a saúde e o equilíbrio. Combina influências do yoga, do Ayurveda e da acupressão chinesa |
Posição: Cliente vestido com roupas confortáveis (pijama ou roupa larga), deitado no chão em colchonete. O terapeuta usa peso corporal, não força muscular |
Técnica: Compressão rítmica com mãos, polegares, cotovelos, joelhos e pés. Alongamentos passivos assistidos que reproduzem posturas de yoga. Tracções articulares. Nenhum óleo. |
Duração típica: 60 a 120 minutos |
Necessita óleo? Não |
Como a massagem tailandesa funciona
A massagem tailandesa é frequentemente descrita como "yoga passivo" — uma descrição que captura algo real. O terapeuta guia o cliente por sequências de alongamentos assistidos que a maioria das pessoas não conseguiria realizar sozinha, enquanto aplica compressão rítmica ao longo das linhas Sen.
Do ponto de vista fisiológico ocidental, a massagem tailandesa combina dois mecanismos que raramente aparecem juntos: o efeito circulatório e neurológico da pressão manual (similar à sueca) e o efeito de mobilidade articular e alongamento muscular do yoga terapêutico. O resultado é uma sessão que melhora simultaneamente a flexibilidade, a mobilidade articular e o estado do sistema nervoso.
🔬 Tailandesa e Flexibilidade — O Que os Estudos Mostram |
Um estudo publicado no Journal of Bodywork and Movement Therapies (2015) comparou massagem tailandesa com massagem sueca em pacientes com dor lombar crônica. Ambas reduziram a dor de forma significativa, mas a tailandesa produziu maior melhora na flexibilidade lombar e na amplitude de movimento do quadril — efeito atribuído ao componente de alongamento passivo que a sueca não inclui. Outro estudo, publicado no Complementary Therapies in Medicine (2018), demonstrou que 3 semanas de massagem tailandesa duas vezes por semana melhoraram a flexibilidade dos isquiotibiais em 20% em adultos sedentários — comparável aos efeitos de um programa de alongamento ativo supervisionado. Buttagat, V. et al. (2011). Thai massage improves chronic nonspecific low back pain and disability. Journal of Bodywork and Movement Therapies, 15(4), 491–496. |
Para quem a massagem tailandesa é mais indicada
Encurtamento muscular e rigidez articular: a indicação mais específica — a combinação de compressão e alongamento passivo é altamente eficaz para restabelecer a amplitude de movimento
Atletas e praticantes de atividade física: melhora a mobilidade articular, reduz o risco de lesões por encurtamento e acelera a recuperação
Quem prefere ficar vestido e trabalho no chão: a experiência é muito diferente da maca — mais dinâmica, mais interativa
Dor articular crônica em fase não inflamatória: as trações articulares suaves produzem descompressão e melhora da mobilidade
Síndrome do quadrado lombar e quadril: o protocolo de alongamento do quadril e dos isquiotibiais resolve encurtamentos que a massagem convencional não alcança
⚠️ Contraindicações Específicas da Massagem Tailandesa |
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SEÇÃO 4 Massagem Terapêutica A abordagem clínica que adapta técnica ao diagnóstico |
🏥 MASSAGEM TERAPÊUTICA Universal — base científica ocidental | Protocolo individualizado |
Origem: Síntese de técnicas ocidentais e orientais com base em anatomia, fisiologia e neurociência. Sem escola única — o protocolo é definido pelo diagnóstico clínico |
Filosofia: Nenhuma técnica é superior em abstrato. A superior é aquela adequada ao quadro clínico específico, no momento certo, com a intensidade certa |
Posição: Variável por indicação — geralmente em maca, desnudo sob lençol, mas adaptável |
Técnica: Combinação de effleurage, pétrissage, fricção, liberação miofascial, pressão em pontos-gatilho, mobilização de tecidos moles — escolhidas e combinadas após avaliação |
Duração típica: 60 a 90 minutos |
Diferencial: Começa com anamnese estruturada. O protocolo muda a cada sessão conforme a evolução do quadro. Mede e registra resultados. |
O que diferencia a massagem terapêutica de todas as outras
A distinção fundamental não está nas técnicas — a massagem terapêutica usa muitas das mesmas manobras da sueca, do shiatsu e da tailandesa. A distinção está na lógica que governa a escolha dessas técnicas.
Nas técnicas tradicionais, o protocolo é relativamente fixo — existe uma sequência estabelecida pela escola, e ela é aplicada a todos os clientes com variações mínimas. Na massagem terapêutica, o protocolo é consequência da avaliação clínica. O terapeuta pergunta, palpa, observa a postura, identifica as regiões de maior disfunção — e escolhe as ferramentas adequadas para esse quadro específico, nessa pessoa específica, nesse momento específico.
Isso significa que dois clientes com "dor nas costas" podem receber sessões completamente diferentes. O que tem lombalgia por tensão do quadrado lombar recebe técnica de liberação de pontos-gatilho e mobilização lombar. O que tem dor por encurtamento de isquiotibiais recebe mobilização e alongamento progressivo. Não é a mesma coisa — e tratá-los como tal produz resultados mediocres.
A melhor massagem não é aquela realizada pela mão mais habilidosa. É aquela precedida pelo olho mais atento — que identificou onde o problema realmente está antes de tocar. |
SEÇÃO 5 Tabela Comparativa Completa Todas as diferenças em uma visão só |
A tabela abaixo compara as quatro técnicas nos critérios mais relevantes para quem está escolhendo qual modalidade fazer. Use-a como referência rápida — as seções anteriores têm o detalhe de cada ponto.
Critério | Shiatsu | Sueca | Tailandesa | Terapêutica |
Origem | Japão / China (séc. XX) | Europa / Suécia (séc. XIX) | Tailândia / Índia (séc. II a.C.) | Universal — base científica ocidental |
Filosofia base | Meridianos e energia Ki | Anatomia e fisiologia ocidental | Sen (linhas de energia) e yoga | Fisiologia, neurociência, biomecânica |
Posição do cliente | Vestido, no chão ou maca | Desnudo sob lençol, na maca | Vestido, no chão ou maca | Desnudo sob lençol, na maca |
Pressão | Pontos — profunda e estacionária | Deslizamento — leve a profunda | Compressão, alongamento — variada | Modulada por diagnóstico clínico |
Duração típica | 60–90 min | 60–90 min | 60–120 min | 60–90 min |
Necessita óleo? | Não | Sim | Não | Sim (quando indicado) |
Foco principal | Equilíbrio de energia; órgãos internos | Relaxamento muscular; circulação | Flexibilidade; desbloqueio de linhas | Quadro clínico específico — avaliação |
Evidência científica | Moderada (estudos de qualidade variável) | Forte (maior volume de pesquisa) | Moderada (estudos recentes crescentes) | Forte (protocolo baseado em evidências) |
Indicação principal | Estresse, distúrbios digestivos, energia | Tensão muscular, ansiedade, relaxamento | Flexibilidade, dor articular, recuperação | Dor crônica, reabilitação, saúde mental |
Contraindicações chave | Grávidas no 1º tri, inflamação aguda | Queimaduras, trombose, infecção local | Osteoporose, hérnia grave, grávidas | Avaliadas individualmente por sessão |
SEÇÃO 6 Qual Escolher para Cada Objetivo O guia prático de decisão |
A escolha ideal depende do seu objetivo principal, das suas preferências pessoais e do seu histórico de saúde. A tabela abaixo organiza os cenários mais comuns.
Objetivo / Situação | Técnica Mais Indicada | Por Quê |
Quero relaxar profundamente | Sueca ou Pedras Quentes | Foco em relaxamento muscular e sistema nervoso |
Tenho dor nas costas crônica | Terapêutica | Protocolo clínico específico para o quadro |
Quero melhorar flexibilidade | Tailandesa | Trabalho de alongamento passivo assistido |
Sofro de ansiedade e estresse | Terapêutica ou Sueca | Ativação parassimpática e redução de cortisol |
Prefiro ficar vestido durante | Shiatsu ou Tailandesa | Ambas são realizadas com roupas confortáveis |
Tenho hérnia de disco sintomática | Terapêutica | Única técnica que adapta protocolo ao diagnóstico |
Busco equilíbrio energético / espiritual | Shiatsu ou Tailandesa | Filosofias orientais de fluxo de energia |
Pós-operatório ou reabilitação | Terapêutica + Drenagem linfática | Protocolo específico por estágio de recuperação |
Insônia crônica | Terapêutica ou Pedras Quentes | Mecanismo documentado de melhora do sono |
Dor muscular pós-treino | Sueca ou Terapêutica | Effleurage e drenagem para recuperação muscular |
Ainda em dúvida sobre qual técnica é certa para você? Na Vital Spa, a avaliação inicial é incluída — identificamos juntos o que seu corpo precisa. |
SEÇÃO 7 Combinações que Funcionam Quando usar mais de uma técnica |
As técnicas de massagem não são mutuamente exclusivas. Em muitos casos, a combinação estratégica de duas modalidades produz resultados que nenhuma das duas alcançaria sozinha.
Shiatsu + Massagem Terapêutica
Combinação eficaz para clientes com perfil psicossomático — onde a tensão muscular é claramente alimentada por padrão emocional. O shiatsu atua no componente energético/emocional; a massagem terapêutica trabalha as restrições miofasciais que o shiatsu não resolve diretamente.
Massagem Tailandesa + Massagem Terapêutica
A tailandesa restaura a mobilidade articular e o comprimento muscular. A massagem terapêutica trata os pontos-gatilho e as restrições fasciais que a tailandesa mobilizou mas não eliminou. Especialmente eficaz em atletas com padrões complexos de tensão e encurtamento.
Massagem Sueca + Drenagem Linfática
A sueca trata o componente muscular; a drenagem linfática trata o componente de retenção hídrica e inflamação. Combinação ideal para pós-operatório, síndrome das pernas pesadas e pacientes com dor e edema simultâneos.
Massagem Terapêutica + Pedras Quentes
A combinação mais usada na Vital Spa para quadros de tensão muscular profunda e crônica. O calor do basalto prepara os tecidos; a massagem terapêutica trabalha com profundidade o que o calor amoleceu. Resultado mais rápido e duradouro do que qualquer uma das técnicas isoladamente.
💡 Na Vital Spa — Uma Técnica, Profundidade Total |
A Vital Spa é especializada exclusivamente em massagem terapêutica. Não oferecemos as quatro técnicas — oferecemos uma, com máxima profundidade. Essa escolha é deliberada. Conhecer bem shiatsu, sueca, tailandesa e ayurvédica superficialmente é menos valioso do que dominar completamente a massagem terapêutica — suas técnicas, suas indicações, seus protocolos para cada condição clínica. O resultado prático para o cliente: cada sessão é estruturada a partir de uma avaliação real do que o seu corpo precisa — não de um menu de opções genéricas. |
SEÇÃO 8 Perguntas Frequentes Dúvidas comuns sobre as diferenças entre técnicas |
❓ Shiatsu e acupuntura são a mesma coisa? |
Não. Ambos trabalham com meridianos e pontos de energia da medicina tradicional chinesa, mas por ferramentas diferentes. A acupuntura usa agulhas para estimular os pontos (tsubos); o shiatsu usa a pressão dos dedos, das palmas e de outras partes do corpo. O shiatsu é não invasivo — não perfura a pele. Os pontos trabalhados podem ser os mesmos, mas o mecanismo de estimulação é completamente diferente. |
❓ A massagem sueca é menos eficaz que técnicas orientais por ser "mais simples"? |
Não existe hierarquia de eficácia entre técnicas — existe adequação ao objetivo. A massagem sueca tem mais evidência científica do que qualquer técnica oriental, simplesmente porque foi mais estudada. Para tensão muscular e relaxamento do sistema nervoso, ela é tão eficaz quanto as melhores alternativas disponíveis. O que ela não oferece — que a tailandesa oferece — é o componente de alongamento passivo e mobilidade articular. |
❓ A massagem tailandesa dói? |
Pode ser intensa — mas não deveria doer de forma aguda. A sensação típica é de "dor boa" durante os alongamentos: a resistência do músculo sendo progressivamente vencida, com liberação e alívio imediatos após cada manobra. Terapeutas qualificados calibram a intensidade continuamente. Se a dor for aguda, compressiva ou sem alívio ao final da manobra, a técnica não está sendo executada corretamente — ou há uma contraindicação não identificada. |
❓ Posso fazer shiatsu grávida? |
Com precauções importantes. Alguns pontos do shiatsu são contraindicados durante a gestação — especialmente pontos do meridiano do baço, vesícula biliar e intestino grosso que têm efeito estimulante sobre o útero. Um terapeuta sem treinamento específico em shiatsu gestacional não deve realizar a técnica em grávidas. A partir do segundo trimestre, com terapeuta qualificado e evitando os pontos contraindicados, o shiatsu pode ser muito benéfico para edema, dor lombar e ansiedade gestacional. |
❓ Qual técnica é melhor para quem nunca fez massagem antes? |
Para a maioria das pessoas, a massagem sueca ou a massagem terapêutica são as melhores introduções. Ambas permitem calibrar a pressão com facilidade, a comunicação durante a sessão é natural, e o ambiente de maca com lençol é familiar para quem vem de contexto médico ou hospitalar. O shiatsu e a tailandesa, por suas diferenças de posicionamento e sensação, podem ser mais desconcertantes para iniciantes — o que não significa que sejam piores, apenas que exigem mais familiarização. |
❓ A massagem terapêutica "inclui" as outras técnicas? |
Em certo sentido, sim. A massagem terapêutica usa técnicas derivadas da sueca (effleurage, pétrissage, fricção), elementos de trabalho em pontos similares ao shiatsu (pressão em pontos-gatilho), e pode incorporar mobilizações articulares similares à tailandesa quando indicado. A diferença não é no repertório técnico — é na lógica de aplicação: cada manobra é escolhida com base na avaliação clínica do cliente, não seguindo um protocolo fixo da escola. |
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A Melhor Técnica é a Que Entende o Seu Corpo
Shiatsu, massagem sueca, tailandesa — cada uma tem algo genuíno a oferecer. Elas sobreviveram séculos de uso não porque são modismos, mas porque produzem resultados reais para as pessoas certas, com as indicações certas.
A diferença entre elas não é de qualidade — é de foco. A sueca domina o relaxamento muscular e nervoso com base científica sólida. O shiatsu oferece uma abordagem energética com efeito documentado sobre estresse e ansiedade. A tailandesa combina pressão e alongamento de uma forma que nenhuma outra técnica replica. E a massagem terapêutica usa o conhecimento de todas elas — mais a anatomia, a neurociência e a avaliação clínica — para criar um protocolo que responde ao que aquele corpo específico precisa.
Na Vital Spa, escolhemos profundidade em vez de variedade. Não porque as outras técnicas sejam inferiores — mas porque especialização real produz resultados que generalismo não alcança. Cada terapeuta aqui conhece a massagem terapêutica em seus mínimos detalhes: quando usar mais pressão, quando usar menos; quando trabalhar o ponto-gatilho, quando deixá-lo para a próxima sessão; como a tensão de hoje se relaciona com a postura de meses atrás.
É isso que acontece quando um ofício é levado a sério.
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Referências Científicas
Long, L. et al. (2011). Shiatsu: a systematic review of research. Journal of Alternative and Complementary Medicine, 17(2), 129–137.
Field, T. (2014). Massage therapy research review. Complementary Therapies in Clinical Practice. Touch Research Institute, University of Miami.
Buttagat, V. et al. (2011). The immediate effects of traditional Thai massage on heart rate variability and stress-related parameters in patients with back pain associated with myofascial trigger points. Journal of Bodywork and Movement Therapies, 15(1), 15–23.
Moyer, C.A., Rounds, J., Hannum, J.W. (2004). A meta-analysis of massage therapy research. Psychological Bulletin, 130(1), 3–18.
Murthy, S.N. et al. (2010). Traditional Thai massage for nonspecific low back pain. International Journal of Yoga, 3(2), 69–74.
Cherkin, D.C. et al. (2011). A comparison of the effects of 2 types of massage and usual care on chronic low back pain. Annals of Internal Medicine, 155(1), 1–9.
Ling, P.H. (1835). The General Principles of Gymnastics. Stockholm: Kongl. Ordens-Boktryckeriet.
Masunaga, S. & Ohashi, W. (1977). Zen Shiatsu: How to Harmonize Yin and Yang for Better Health. Tokyo: Japan Publications.
Salvo, S.G. (2015). Massage Therapy: Principles and Practice. 5th ed. Elsevier, St. Louis.





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